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Agência vai ser criada para fazer do Norte a região criativa

24 Julio 2008

Portugal

Imagen de Agência vai ser criada para fazer do Norte a região criativa

Estudo. Consórcio internacional apresentou conclusões em Serralves

Ministros da Cultura e do Ambiente prometeram "apoio político" a projecto

Uma agência público-privada para o desenvolvimento criativo da região norte. Eis o primeiro desafio que um estudo ontem apresentado no Auditório de Serralves, no Porto, por um consórcio internacional de empresas especializadas em Economia Criativa lançou aos sectores culturais, políticos e económicos nortenhos. Será o primeiro passo no sentido de concretizar a visão para o território, resumida no slogan: "Norte, a região criativa de Portugal".

A fase inicial do estudo macroeconómico, intitulado "Desenvolvimento de um cluster de indústrias criativas na Região Norte", teve como alvo, segundo dois dos maiores especialistas internacionais na matéria, Charles Landry e Tom Fleming, a recolha de informações junto de um vasto leque de agentes envolvidos na Ecologia e Economia criativas, para avaliar as características, estruturas e necessidades dos sectores criativos, com o fito de alavancar esse capital e levá-lo a produzir valor económico e social.

O consórcio apurou que a percepção generalizada é a de que as valências mais presentes são a infra-estrutura e programação cultural de prestígio, a qualidade dos locais de lazer nocturnos, a atmosfera de estímulo à diversidade cultural e a oferta variada e flexível de ensino, estando no outro extremo o "(in)acesso a financiamento especializado, a (in)existência de centros de informação, aconselhamento e apoio e de redes de parceria [networking] e ainda os espaços interdisciplinares".

Estimular o "desenvolvimento articulado de projectos que possam ganhar dimensão e tornar-se atractivos e rentáveis numa escala regional" é, pois, uma necessidade premente, de acordo com o estudo, que identificou cinco desafios para estabelecer um cluster criativo vibrante e sustentável no Norte do País: desenvolver parcerias entre municípios e instituições; reactivar economia e recuperar paisagem física; conectar património e oferta contemporânea; incrementar expressão, empreendedorismo e interacção entre negócios criativos isolados; adequar a oferta de apoio empresarial a organizações e projectos criativos; e diminuir as barreiras institucionais à troca de conhecimento.

Presente na sessão, António Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, afirmou ser esta "uma óptima oportunidade para o desenvolvimento económico e cultural da Região", prome- tendo "apoio político", tal como Francisco Nunes Correia, ministro do Ambiente, Ordenamento do Territorio e Desenvolvimento Regional, que chegou ao Auditório já no fim.

DN Online-Agência Financeira

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