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Câmara quer revisão do empréstimo

15 Abril 2009

Portugal

Imagen de Câmara quer revisão do empréstimo

A Câmara de Aveiro quer renegociar o empréstimo de 58 milhões de euros com a Caixa Geral de Depósitos, anunciou ontem o vereador do pelouro das Finanças da autarquia aveirense, Pedro Ferreira.

A Câmara de Aveiro já iniciou contactos com a Caixa Geral de Depósitos para a revisão do contrato do empréstimo de 58 milhões de euros, de acordo com o vereador do pelouro de Finanças da autarquia.

Pedro Ferreira que ontem se encontrou com os jornalistas para dar conta da aprovação do relatório e contas da autarquia do ano passado, que teve os votos contrários dos vereadores socialistas, disse que se a renegociação não for possível com a Caixa Geral de Depósitos, a autarquia, admite "em ultimo caso colocar o empréstimo novamente no mercado".

O autarca salientou que "ainda só foi paga uma prestação e vamos muito a tempo de fazer qualquer renegociação", disse . "A taxa fixa contratada na altura era muito inferior à variável", afirmou, lembrando que dos 58 milhões de euros já foram disponibilizados 36 milhões. "Já estamos a acabar processos para pagar 14 milhões aos credores e ficam apenas oito milhões para a fase seguinte", acentuou.

Pedro Ferreira afirmou que as contas da autarquia, certificadas pela primeira vez, apresentaram no ano passado um saldo negativo de 18 milhões de euros e que nos últimos três anos a divida exigível da autarquia se reduziu em cerca de 27% (26,7 milhões de euros).

O autarca considera que o atraso na aprovação do empréstimo (que originou 6,5 milhões de euros de juros de mora), as amortizações e a queda das receitas correntes, estão na origem dos resultados. Aliás, Pedro Ferreira mostrou-se muito "preocupado" com a redução das receitas correntes do município, que no ano passado caíram 4,5 milhões de euros devido à quebra de receita do IMI (antiga Sisa).

Marques Pereira, vereador do PS, que soube pelos jornalistas a iniciativa da autarquia de renegociar o empréstimo, considerou que essa posição da Câmara só vem "dizer que o PS teve razão no tempo certo".

O autarca socialista justificou o voto contra "por uma certa opacidade dos documentos". "Não são claros e perceptíveis e não basta cumprir a lei", disse.

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