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20 Mayo 2008
Eugénio Rosa diz que “o trabalho precário aumentou significativamente em Portugal”. O economista concluiu, através do estudo que efectuou sobre esta matéria, que "no primeiro trimestre deste ano o emprego a tempo parcial, a prazo e a recibos verdes aumentou de forma acentuada" e que "os salários dos trabalhadores precários são inferiores em 37 por cento aos dos contratados sem termo".
Eugénio Rosa fez um estudo sobre o trabalho precário em Portugal e concluiu que o mesmo “aumentou significativamente”. O economista diz também que, "segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no primeiro trimestre deste ano a taxa de desemprego no nosso país foi de 7,6 por cento".
Depois de analisar os dados oficiais, Eugénio Rosa alertou para dois factos. De acordo com o economista "a taxa de desemprego corrigida, mais próxima do real, tem dois dígitos é de 10,2 por cento" e "a diminuição do desemprego verificada no 1º trimestre de 2008, foi conseguida à custa de um aumento muito significativo do emprego precário".
O economista assegura igualmente que "se analisarmos o período de Sócrates, ou seja, do 1º trimestre de 2005 ao 1º trimestre de 2008, constata-se que mesmo o desemprego oficial aumentou". Mas o mais grave, na opinião de Eugénio Rosa, "é que o desemprego diminuiu como consequência da animação, embora reduzida, da economia em 2007". Considerou ainda que "com a descida acentuada do crescimento económico, verificada recentemente, é de prever que o problema do desemprego se agrave de novo em Portugal".
O economista concluiu dizendo que "no primeiro trimestre deste ano o emprego a tempo parcial, a prazo e a recibos verdes aumentou de forma acentuada" e que "os salários dos trabalhadores precários são inferiores em 37 por cento aos dos contratados sem termo".
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