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22 Mayo 2008
Segundo a EIU há uma série de factores, não somente o aumento dos preços das matérias-primas, que exercem uma forte pressão altista sobre a inflação, o que poderá afectar o crescimento de muitos países.
Assim a EIU revê em alta a sua anterior previsão para a inflação global em 2008, que anteriormente era de 3,9 por cento, ao mesmo tempo que a de 2009, que passa de 3,2 para 3,4 por cento.
Nesta última análise, The Economist revê também em alta a previsão de preços do petróleo.
Assim, sobe para 106 dólares por barril o preço médio para o período 2009-2010, contra um prognóstico anterior de 91,25 dólares em 2008 e de 85 dólares, em 2009.
Ao contrário do que antecipava no seu boletim anterior, quando previa um recuo do preço do crude em 2010, a EIU considera agora que o preço do petróleo continuará a aumentar neste ano em consequência de uma escassez da oferta para responder à procura.
Os economistas da EIU aumentam a sua previsão de preços para os alimentos, as bebidas e as rações.
O gabinete de estudos da The Economist mantém nos 0,8 por cento a sua previsão de crescimento da economia dos Estados Unidos em 2008, mas revê em baixa para 1,1 por cento a taxa de crescimento em 2009.
Com a Reserva Federal (FED) centrada sobre a necessidade de apoiar o crescimento económico, o documento aponta para taxas de juro no final do ano em 1,5 por cento, abaixo dos actuais 2.
Em consequência da revisão em baixa do crescimento nos Estados Unidos, a EIU altera a sua previsão para a taxa de câmbio euro-dólar.
Aponta agora para uma média em 2008 de 1,55 dólares por euro (contra 1,54), enquanto em 2009, o câmbio médio será de 1,50 dólares (contra 1,48 anteriormente).
Para a economia da zona euro, a unidade de análise de The Economist prevê uma redução de forma brusca do crescimento este ano para 1,5 por cento (contra os 2,5 por cento de 2007), e de 1,7 por cento em 2009.
RTP