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27 Mayo 2008
O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, mostrou-se confiante sobre os efeitos da política monetária do BCE para estabilizar os preços.
O banco central europeu tem mantido o preço do dinheiro nos quatro por cento ao contrário da reserva federal norte-americana que tem feito cortes sucessivos na principal taxa de juros.
O presidente do BCE voltou esta segunda-feira a afirmar que as taxas de juro da instituição são fixadas com o único objectivo de garantir a estabilidade dos preços a prazo.
Num discurso pronunciado no Banco Nacional Austríaco em Viena, Trichet considerou «crucial que o Conselho de Governadores adopte a política monetária apropriada com o objectivo de assegurar a estabilidade dos preços a prazo», numa resposta aos apelos dos governos francês e italiano para ter também em conta o crescimento.
A política actual do BCE «vai contribuir para atingir este nosso objectivo», acrescentou.
Nas suas previsões da Primavera hoje divulgadas, a Comissão Europeia reviu em forte alta a previsão de inflação para 2008, para 3,2 por cento, um recorde desde o lançamento do euro, contra 2,8 na previsão anterior, e uma inflação de 2,1 por cento em 2007.
Em Março, a inflação nos países que partilham o euro cifrou-se em 3,6 por cento.
A ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, disse domingo que o diferencial entre a taxa directora do BCE e a da Reserva federal norte-americana era «um pouco grande demais» e que um BCE «mais flexível» poderia reduzir esta diferença. A principal taxa de referência da FED está actualmente nos 2,25 por cento.
O futuro primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi disse a 16 de Abril que o BCE deveria ter em conta mais do que o objectivo de uma baixa inflação ao determinar a política monetária. Advogou um mandato mais alargado para a instituição, além do controlo da inflação.
Os mercados financeiros prevêem que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha a sua principal taxa directora nos 4 por cento nos próximos meses, neste contexto de fortes pressões inflacionistas e apesar da revisão em baixa
das previsões de crescimento para a zona euro para 1,7 por cento em 2008 e 1,5 por cento no próximo ano.
TSF